![]() |
| O corpo é o cárcere da alma |
O
meu crime foi ter nascido sob um signo de assassino, o juri deu o
veredito e a juíza me sentenciou.
Dentro
desta cadeia de carne, músculos e sangue eu me debato, grito e
amaldiçoo o dia de minha nascença.
Perdoem-me,
não entendo o meu próprio agir.
Eu
rogo-lhes, pois que libertem-me de mim para que eu possa ser livre
como antes;
Já
faz trinta anos que eu mergulho em mim mesmo e a cada dia só me
transformo no pior que no dia anterior.
Enquanto
eu me arranho até sair sangue do meu carcere eu choro desejando
nunca ter existido.

Nenhum comentário:
Postar um comentário