sábado, 9 de junho de 2018

O corpo é o cárcere da alma

O meu crime foi ter nascido sob um signo de assassino, o juri deu o veredito e a juíza me sentenciou.
Dentro desta cadeia de carne, músculos e sangue eu me debato, grito e amaldiçoo o dia de minha nascença.
Perdoem-me, não entendo o meu próprio agir.
Eu rogo-lhes, pois que libertem-me de mim para que eu possa ser livre como antes;
Já faz trinta anos que eu mergulho em mim mesmo e a cada dia só me transformo no pior que no dia anterior.
Enquanto eu me arranho até sair sangue do meu carcere eu choro desejando nunca ter existido.

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