Hoje acordei de luto, luto por sonhos não realizados, assassinados.
De pé e em fileira os sonhos choram.
Encostados na parede clamam por clemência.
(Porque meu algoz se parece tanto comigo do outro lado da arma?)
Com um olhar frio ele atira, um a um caindo, e o som abafado da arma não é nada comparado ao estrondo dos sonhos derramados ao chão.
Eu olho pro céu e tento capturar a beleza desse pôr de sol alaranjado, sabendo, dentro de mim, que não haverão outros.
Uma lágrima escorre do meu rosto, eu percebo que, fui pego por mim mesmo.
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